Reserva obriga macacos a realizar truques em circo enquanto simula preocupação com animais

Reserva obriga macacos a realizar truques em circo enquanto simula preocupação com animais

 

Você pode ter ouvido sobre o filme blockbuster “Kong: Skull Island”. O filme tornou-se um grande sucesso e foi realizado no Vietnã. Foram utilizadas técnicas de computação gráfica para criar o protagonista – um gorila gigante – e nenhum animal foi ferido durante a produção.

O êxito foi tão grande que o governo do Vietnã ainda sugeriu que uma estátua fosse colocada em Hanói em homenagem a Kong.

Se o cenário do filme pode ser bonito, o circo Monkey Island, localizado no país, é um pesadelo para os animais que são obrigados a realizar truques no local. Uma investigação recente da Animals Asia revela o verdadeiro horror de Monkey Island.

O Monkey Island está localizado em um parque nacional reconhecido pela UNESCO, o Can Gio Bioreserve. Segundo a reportagem do One Green Planet, os macacos são forçados a andar de bicicleta no estabelecimento.

Conforme ressalta a Animals Asia, manter animais inteligentes e sociais como macacos neste tipo de ambiente limitado pode reduzir suas expectativas de vida.

O parque também obriga cães a saltar por meio de aros em chamas. Apesar de ter a missão de proteger a área e educar turistas nacionais e internacionais que se reúnem para observar a beleza da região, o conselho de administração Can Gio decidiu instalar um circo que explora animais na reserva.

Foto: Animals Asia/Flickr

A Animals Asia informou o escritório da UNESCO no Vietnã sobre o abuso de animais na reserva e o escritório escreveu uma resposta dizendo: “O uso de animais em apresentações de circo com atos físicos e mentais abusivos não deve ocorrer em nenhum lugar. Isso é uma violação da bioética e da eco ética e é inaceitável, especialmente em uma biosfera que foi credenciada pela UNESCO e deveria ser completamente fechada”.

Porém, o circo continua no Can Gio Bioreserve. Os ativistas entraram em contato com a reserva e receberam uma resposta da Cu Chi Historical Tunnel Complex, a agência que gerencia o local: “Por meio das performances, estamos enviando ao público uma mensagem de que devem respeitar a natureza e os animais, que os animais são amigáveis com seres humanos”.

Porém, é evidente que essa crueldade não é educacional e, em vez disso, explora os animais de maneira humilhante, vestindo-os e forçando-os a fazer truques não naturais.

“Para realizar os truques não naturais vistos em uma exposição de circo, um animal geralmente deve sofrer abuso físico – muitas vezes com o uso de chicotes, barras de metal e ganchos. Em Monkey Island, os animais repetidamente tentam escapar dos adestradores que os puxam com correntes de metal que ficam constantemente em torno de seus pescoços”, explica a Animals Asia.

O grupo fez uma petição para pressionara a CanGio e a UNESCO a acabar com este abuso cruel dos animais imediatamente.

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