A realidade sombria dos leilões de animais abusados em fazendas e destinados ao matadouro

A realidade sombria dos leilões de animais abusados em fazendas e destinados ao matadouro

Existe um termo que descreve a indiferença mostrada aos animais explorados em fazendas em comparação com aqueles considerados como nossos companheiros: dissonância cognitiva.

Os animais vistos como alimentos têm sido vítimas da exploração, indiferença e crueldade. Eles são tratados como meras mercadorias e privados de qualquer direito ou liberdade que lhes é fundamental.

Os seres humanos lucram com seu sofrimento e dor. Mesmo quando eles já não podem servir para um determinado propósito, são enviados para matadouros em caminhões de transporte superlotados e imundos que percorrem inúmeros quilômetros.

O que a maioria das pessoas pode não saber é que grande parte desses seres gentis é destinada inicialmente a uma casa de leilões antes do matadouro. Eles são comprados e vendidos como objetos que não recebem qualquer resquício de compaixão.

Segundo o One Green Planet, leilões de animais são conhecidos pela extrema crueldade e abuso. Os animais podem ser enviados de leilão para leilão sem acesso à comida ou à água. Eles são fisicamente jogados, arrastados, empurrados com picaretas elétricas e deixados para sofrer. Tratar animais domésticos desta forma jamais seria considerado aceitável.

Abusos

Foto: Jo-Anne McArthur/We Animals

 

Leilões de animais são comuns em comunidades rurais, assim como em grandes cidades em todo o mundo. Eles são algo básico da indústria agropecuária e, muitas vezes, a última parada antes do matadouro para a maioria dos animais. Os fazendeiros levam suas “ações” para serem compradas e vendidas. O desrespeito aos animais ocorre desenfreadamente e o sofrimento das vítimas é extremo.

De acordo com o Canadians for the Ethical Treatment of Farmed Animals (CETFA), não há nenhuma lei para forçar os leilões a fornecer comida, água ou cuidados veterinários básicos aos animais. Alguns podem até ser enviados para vários leilões, permanecendo em trânsito durante semanas.

As vacas exploradas pela indústria de laticínios e bezerros aterrorizados mortos podem ser vistos nas vendas diárias e semanais. Separados das mães com apenas dias de vida, muitas vezes com seus cordões umbilicais ainda presos, eles são expostos para conseguir os maiores lances. Os animais utilizados para reprodução são exibidos sem misericórdia.

Há relatos de mães vacas e porcas que, após anos de confinamento em estábulos e celas de gestação, foram enviadas para leilões com extrema dor.

Da mesma forma, animais que sofrem de doenças ou desnutrição grave não são tratados com qualquer bondade. Seus corpos frágeis ainda podem obter um lucro considerável aos exploradores. Os animais que de outra forma seriam mortos em circunstâncias “normais” podem ser transportados para o leilão e expostos.

O Animal Justice Canada apresentou recentemente queixas de crueldade aos animais relacionadas a um caso de abuso em um leilão em Nova Scotia, no Canadá. Testemunhas relataram ter visto uma vaca sendo agredida com um cano, ter o úbere perfurado e ser espancada várias vezes com um portão de metal, enquanto os trabalhadores gritavam para o animal angustiado.

Silenciando ativistas

Foto: Animals’s Angels

 

Na Pensilvânia, ocorre um dos maiores leilões de cavalos, o New Holland. Ele é frequentado por indivíduos cujo único objetivo é comprar os cavalos e enviá-los para matadouros no Canadá ou no México para obter lucro. Esta casa particular de leilão tem uma reputação notória por crueldade aos animais. Houve inúmeros relatos de abuso e negligência graves.

O grupo de direitos animais Animals’ Angels testemunhou um desses incidentes em março de 2016, quando um cavalo severamente abusado foi deixado no leilão. Depois que funcionários observaram os investigadores documentando as péssimas condições do animal, o cavalo foi baleado e jogado em uma lixeira.

Os ativistas informaram que isso ocorreu “apenas quando os funcionários do local perceberam que o cavalo tinha sido visto pelos investigadores, momento em que ele foi baleado em vez de ser atendido por um veterinário”.

Desde então, o estabelecimento proíbe fotografias e vídeos. Aqueles que violarem a regra são removidos da propriedade. Os ativistas acreditam que isso é uma resposta direta à exposição contínua dos maus-tratos a animais nas mídias sociais.

Fonte: Planeta Osasco 

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