Caça e tráfico de animais selvagens atingem quase 50% das áreas de patrimônio mundial

Caça e tráfico de animais selvagens atingem quase 50% das áreas de patrimônio mundial

 

 

Os locais de Patrimônio Mundial têm perdido a batalha contra caçadores, traficantes de animais selvagens e madeireiros, revelou um novo estudo.

O relatório, publicado pela World Wildlife Fund, documenta a captura de espécies protegidas em 45% as áreas de Patrimônio Mundial. Segundo o documento, a caça, a pesca e a exploração madeireira ilegal chegam a 30% nessas regiões.

Alguns países viram a caça de certas espécies aumentar em até 9000%. A África do Sul perdeu 13 rinocerontes em 2007, mas esse número era de 1175 em 2015.

Os países africanos estão perdendo cerca de 20 mil elefantes todos os anos. Se esse número continuar, muitas áreas devem perder metade de suas populações de elefantes a cada nove anos.

Os animais não são os únicos à beira da extinção. Habitats naturais e ecossistemas em todo o mundo têm sido devastados. O comércio de madeira, cujo valor é estimado entre 25 bilhões e 80 bilhões de libras por ano, é responsável por quase 90% do desmatamento nos países tropicais do mundo, segundo informações do Mirror.

A caça de espécies como elefantes, rinocerontes e tigres foi relatada em pelo menos 43 locais de Patrimônio Mundial, enquanto a exploração madeireira de plantas valiosas como o jacarandá – comercializado principalmente para a China – e o ébano foram reportados em 26 locais designados.

A pesca foi observada em 18 dos 39 locais marítimos e costeiros do Patrimônio Mundial.

A captura de espécies protegidas pelo direito internacional – desde leopardos-da-neve a pangolins – é também um problema significativo e ocorre em aproximadamente 50% dos locais africanos, asiáticos e latino-americanos, alertou o relatório.

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Presas de elefantes / Foto: Reuters

Presas de elefante/ Foto: Reuters

Chris Gee, diretor de campanhas da WWF-UK, declarou: “Mesmo a vida selvagem que vive em lugares que devem se beneficiar dos mais altos níveis de proteção está sofrendo nas mãos de criminosos.

“Isso não apenas ameaça a sobrevivência das espécies, como também põe em perigo a herança futura desses lugares preciosos e as pessoas cujos meios de subsistência dependem deles”, acrescentou.

Ele pediu uma frente unida da Convenção sobre o Comércio Internacional de Espécies Ameaçadas de Extinção (CITES) e da Convenção do Patrimônio Mundial para combater o comércio de animais selvagens.

“No próximo ano, Londres fará a quarta Conferência de Comércio de Animais Selvagens. O governo do Reino Unido deve reforçar os esforços para apoiar o fim deste comércio devastador. Agora não é o momento de ignorar esta questão. Essas descobertas mostram que é uma questão de vida ou morte para o futuro de muitas das nossas espécies mais ameaçadas”, continuou.

Inger Andersen, diretora-geral da União Internacional para a Conservação da Natureza (UICN), concorda: “O tráfico de animais selvagens tira o patrimônio natural do mundo, ameaça as comunidades locais e dificulta os esforços globais para reduzir a pobreza. Este relatório é um lembrete sóbrio do ponto este tipo de crime organizado pode chegar, se estendendo até mesmo na suposta segurança dos locais do Patrimônio Mundial. Este é um desafio global que só pode ser combatido por meio de uma ação coletiva internacional”.

Fonte: Planeta Osasco

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