TESTE DE UM ANO REALIZADO EM CÃES PARA O SETOR AGROQUÍMICO É ABANDONADO NO BRASIL

TESTE DE UM ANO REALIZADO EM CÃES PARA O SETOR AGROQUÍMICO É ABANDONADO NO BRASIL

Cães da raça beagle são frequentemente explorados em laboratórios

A Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária), anunciou no ano passado, o abandono de um teste cruel e desnecessário. Cães da raça beagle sofriam terrivelmente em testes de longo prazo em laboratórios, sendo envenenados pela comida, por meio de substâncias químicas de agrotóxicos durante um ano inteiro antes de serem finalmente mortos.

Essa é uma grande notícia que precisa ser comemorada, no entanto ainda há muito a ser alcançado até que a substituição total do uso de animais aconteça na indústria agroquímica.

Os agrotóxicos estão entre as substâncias mais testadas em toda a história. Para o registro de um único novo produto agroquímico, são utilizados até 10 mil cães, roedores, coelhos, aves e peixes e outros animais que sofrem com procedimentos cruéis de envenenamento, forçados a engolir ou inalar enormes quantidades de químicos ou ter essas substâncias friccionadas em suas peles ou gotejadas em seus olhos.

O órgão ainda exige uma série de testes em animais considerados cientificamente redundantes e que devem ser abandonados, incluindo os realizados em duas ou mais espécies (por exemplo, testes de doses repetidas de 90 dias em ratos, camundongo e cães; de câncer em camundongos e ratos e testes de toxicidade no desenvolvimento em coelhos e ratos) ou por duas ou mais vias de exposição (por exemplo, dose letal através de alimentação forçada, inalação forçada e exposição cutânea).

Apesar disso, há uma luz no fim do túnel. A Anvisa está nesse exato momento passando por um processo de revisão e poderá extinguir ainda mais testes cruéis realizados em animais de seus regulamentos.

A Humane Society International está promovendo uma petição on-line para pedir apoio da população, reivindicando que a Anvisa adote tecnologias alternativas nesse processo e poupe os animais desse destino trágico. Infelizmente, assim como no setor farmacêutico, ainda não é possível falar em substituição completa desses testes. No entanto, a sociedade precisa lutar em prol do banimento completo dessa barbárie, nossa sociedade já possui aparato tecnológico disponível e se encontra madura suficiente para não mais depender de metodologias cruéis e ultrapassadas.

A Holanda já se comprometeu a abandonar totalmente os testes em animais até o ano de 2025. Precisamos que as autoridades brasileiras assumam compromissos similares aqui.
Fonte: Planeta Osasco

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