Ursos polares definham de desespero em zoos e aquários

Ursos polares definham de desespero em zoos e aquários

O primeiro zoológico dos EUA abriu na Filadélfia, na Pensilvânia, em 1874. Desde então, zoos e parques marinhos se tornaram um popular entretenimento para as famílias.

Os pais tiram fotos de crianças com seus rostos pressionados contra uma parede de vidro enquanto um animal aprisionado as observa e, em alguns lugares, as pessoas até pagam para tirar uma selfie com um tigre ou um filhote de urso. Para algumas pessoas, tudo isso parece inocente e elas acreditam que observar animais selvagens e considerados exóticos pessoalmente pode ser uma experiência incrível. Porém, é preciso mostrar a imensa crueldade por trás dessa indústria.

Animais em cativeiro são conhecidos por exibir determinados comportamentos estereotipados associados ao estresse ambiental. Um grupo de pesquisadores observou 11 ursos polares em sete zoos diferentes.

Todos os ursos polares nasceram em cativeiro e já haviam sido conhecidos no passado. A análise extensa de imagens de vídeo capturadas durante o estudo os ajudou a concluir que “a maioria dos casos de caminhadas repetitivas é um comportamento anormal”.

Os resultados não são surpreendentes já que estudos semelhantes foram realizados no passado, mas são importantes porque ajudam a comprovar o que cada vez mais pessoas têm ressaltado há anos e mostram que o cativeiro é extremamente estressante para os animais.

Cativeiro não pode imitar a natureza

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A vida em cativeiro nunca pode se comparar a uma existência na natureza. Na região ártica, onde vivem os ursos polares, eles passam o dia percorrendo o gelo marinho – um habitat que está diminuindo por causa das mudanças climáticas – e procurando alimentos. Eles também são excelentes nadadores e estão preparados para suportar as temperaturas negativas da região, conforme noticiado pelo One Green Planet.

Em cativeiro, um urso polar geralmente vive em um recinto ou em uma área de exibição com uma piscina de concreto. Em vez de vagar livremente pelo gelo marinho, eles são contidos na mesma área dia após dia, forçados a viver em climas que não imitam o que teriam na natureza. Ao invés de caçarem, esperam para ser alimentados por seres humanos.

A história é trágica para todos os animais em cativeiro. As orcas são obrigadas a viver em piscinas onde nadam em círculos, mas na natureza essas criaturas sociais percorreriam mais de 100 quilômetros diariamente. Os elefantes são mantidos em espaços que são uma fração dos mais de 40 quilômetros que percorrem na natureza a cada dia.

Se os animais estão em jaulas em um pequeno zoológico de estrada ou em uma grande exposição completa com grama e árvores, eles ainda não conseguem exibir comportamentos naturais, o que pode ter um impacto negativo e devastador no seu bem-estar emocional.

Vidas repletas de sofrimento emocional

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Animais em cativeiro frequentemente exibem comportamentos não naturais e repetitivos como movimentos contínuos da cabeça e andar de um lado para o outro. Outros podem ter lesões por excesso de higiene ou automutilação, provocada pelas mordidas de itens em seus recintos.

Esses comportamentos são definidos como “zoochosis”, uma condição comportamental exibida em animais aprisionados e que foi vista em inúmeros vídeos feitos por amadores e especialistas comportamentais.

Porém, o estresse de permanecer em um recinto é apenas um fator que contribui para a enorme angústia mental dos animais. Eles são regularmente provocados pelos visitantes, incluindo crianças, que podem tocar nos vidros de um recinto ou jogar objetos para tentar alimentar ou “entreter” o animal.

Além disso, esses seres inocentes estão sujeitos a ruídos altos, multidões e a condições climáticas com as quais não estão habituados. Por isso, se algumas pessoas acham divertido visitar zoológicos e ver animais selvagens de perto, a triste realidade é que isso é imensamente perturbador e pode ter consequências catastróficas.

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