INACREDITÁVEL! Vaquejada encontra apoio até na cidade de Valinhos/SP! :(

INACREDITÁVEL! Vaquejada encontra apoio até na cidade de Valinhos/SP! :(

Assistindo a sessão de ontem, 14/06, da Câmara Municipal de Valinhos, fiquei estarrecida com o resultado da votação de uma moção de repúdio, de autoria do vereador César Rocha, contra a promulgação, pelo Congresso Nacional, da Emenda Constitucional 96, ou “PEC da Vaquejada”.

Cesar Rocha, Vereador em Valinhos pelos animais, explanando sobre a moção de repúdio

 

Ignorando todo e qualquer argumento e imagens, o resultado foi pela sua rejeição, por 8 votos a 7. Em defesa de suas posições absolutamente absurdas, houve inúmeros descalabros, seja pelo eterno e ferrenho defensor da realização de rodeios na cidade, vereador Toloi, até pelos mais novos integrantes da Casa.

Toloi, apesar de reconhecer sua ignorância sobre a vaquejada (mas apoia sua liberação), se orgulha de “ser do meio do rodeio” razão pela qual “tem conhecimento da forma como os animais são tratados, a ração que comem e o gasto que eles dão, para trabalhar praticamente 8 segundos”.

Segundo ele, “muita gente não tem o tratamento que um touro de rodeio tem”. Colocação óbvia…. o explorador sem dúvida cuida de sua mina de ouro da melhor forma possível. Ocultou, porém, as lesões, a tortura prévia à arena, os apetrechos que fazem o animal pular. Ou será que sem essas “preliminares” o rodeio acontece?

Da mesma opinião partilha Salame, que tem “certeza absoluta da inexistência de maus tratos”, e que os bois “bem tratados”, “se aposentam no pasto e ali ficam até morrer”. Como explicar, então, casos como o do bezerro de Barretos que foi eutanasiado na própria arena, em razão de uma lesão na coluna?
(http://sao-paulo.estadao.com.br/noticias/geral,bezerro-e-sacrificado-apos-ficar-paralitico-em-prova-na-festa-do-peao-de-barretos,762026).
Ou será que este não é um “evento profissional respeitado”?

Outros argumentos falaciosos foram citados:

1 – “Debate do tema no Congresso Nacional” – Qualquer cidadão que acompanhe minimamente a política brasileira sabe que a bancada ruralista domina nosso Parlamento. Trata-se do maior grupo em defesa de interesses pessoais dentro do Congresso Nacional, contando com não menos que 207 parlamentares. E TODOS são favoráveis à vaquejada por motivos óbvios.

2 – “Fomento à economia e geração de empregos” – A vaquejada é evento itinerante, não gera empregos formais. Se esse fosse um argumento válido, a escravatura continuaria em vigência, assim como a regulamentação do tráfico de drogas, atividades inquestionavelmente rentáveis tanto em termos de impostos como em geração de empregos.

3 – “Comparação com lutas como o MMA” – descabida – Em qualquer esporte, os competidores OPTAM por participar, portanto desmerece maiores delongas.

4 – “Patrimônio cultural”: Cultura é algo que se manifesta por longo período, o suficiente para identificar um povo. Sendo a vaquejada uma aberração surgida em meados dos anos 60, como falar em patrimônio cultural ou tradição?

Mais fora de propósito foi a argumentação do vereador Andre Amaral: “danos sabemos que existem, mas tudo está sendo controlado por especialistas e eles estão sendo bem tratados.” Paradoxal!

Finalmente, o vereador Franklin minimiza os maus tratos “desde que traga fomento ao turismo, emprego e renda à cidade”. Ora, quem menospreza o sofrimento animal em detrimento de lucro, não pode se dizer a favor do bem estar animal.

Como bem definiu o vereador Scupenaro, “a mera promulgação ou regulamentação de uma lei não a torna menos danosa aos animais”, razão pela manifestou seu apoio à moção apresentada.

Em defesa dos animais, agradecemos imensamente a sensibilidade à nossa luta aos vereadores Kiko Beloni, Giba, Dalva Berto, Alécio Cau e Henrique Conti, que assinaram a referida moção, bem como aos vereadores Israel Scupenaro, Veiga e  Monica Morandi  posicionando-se contra a utilização dos animais, sem dúvida torturados, humilhados e menosprezados para entretenimento humano, em detrimento de valores menores que a sua vida e bem estar.

Citando Martin Luther King, “O que me preocupa não é o grito dos maus, mas o silêncio dos bons”! Não obstante nesse caso, nem tão silenciosos assim….

Confira quem votou contra os animais e a favor da vaquejada:

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Fonte: Câmara Municipal de Valinhos

 

 

 

 

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