Carroceiros recusam “cavalos de lata” e pedem perpetuação da exploração animal

Carroceiros recusam “cavalos de lata” e pedem perpetuação da exploração animal

Duas manifestações foram organizadas pelos carroceiros contra o projeto de lei da vereadora Teresa Britto (PV) que põe fim ao uso de animais para puxar carroças. Em um dos protestos, os carroceiros fecharam a Avenida Marechal Castelo Branco, que dá acesso à câmara.

 

O projeto de vereadora Teresa Brito (PV) que proíbe o uso de animais em carroças e implanta o chamado cavalo de lata, veículo com estrutura metálica, não foi visto com bons olhos pelos carroceiros. O assunto foi discutido em audiência pública nesta terça-feira (27) na Câmara de Vereadores.

Uma audiência pública ocorreu na Câmara Municipal de Teresina, Piauí, para tratar da insatisfação dos carroceiros, quanto a implementação dos “cavalos de lata”, estrutura alternativa a ser adotada pelos carroceiros, alguns ligados a bicicletas e outros a motor.

Cavalo puxando carroças com crianças e uma enorme quantidade de lixo

O projeto define que os carroceiros devam acabar com a utilização de animais como tração animal para puxar carroças, substituindo pelo novo modelo dos “cavalos de lata”, modelos que custam a partir de R$ 6 mil.

O Projeto de Lei, além dos carroceiros, não ganhou a simpatia da maioria dos vereadores. Apenas a autora da proposta e os vereadores R. Silva, Nilson Cavalcante e Venâncio defenderam as mudanças.

A presidente da Associação dos Carroceiros de Teresina, Tina Lima disse que não é a favor dos maus-tratos dos animais, pois identifica os casos e pune o agressor, no entanto, não acha justo apresentar uma proposta que prejudica várias famílias. “Existe uma forma de controlar o número de carroceiros, identificando-os através de uma carteirinha, assim, previne atitudes inaceitáveis pela associação”, disse

Segundo a vereadora Teresa Brito, toda despesa na aquisição do ‘cavalo de lata’ será de responsabilidade da Prefeitura e do Ministério do Meio Ambiente. “Os carroceiros não vão pagar para terem acesso ao novo equipamento de trabalho”, frisou.

Mas apesar do que pregam os exploradores, a atividade (carroças de tração animal) é intrínseca aos maus-tratos, pois força o a carregar peso durante toda a sua vida, sem ter direito a desfrutar de uma vida digna.

A vereadora Teresa Britto afirma que o projeto é voltado para toda a população teresinense. “Não dá mais em pleno século XXI ter animais sendo chicoteados no centro de Teresina, no meio do trânsito com risco de vida para os carroceiros, para os animais e para a própria população”, afirma.

Além disso, ela completa afirma que o projeto defende os carroceiros. “Eles vivem em situação de vulnerabilidade social cada vez maior, cada vez mais pobres. Os carroceiros são muito pobres, então é preciso que tenha um olhar do poder público”, diz.

A parlamentar disse ainda que não vai desistir do projeto e que, em agosto, vai trazer o engenheiro de produção e idealizador do protótipo, Jason Vargas a Teresina. Ela garantiu, ainda, que vai solicitar uma emenda parlamentar de R$ 400 mil para dar início ao programa “Cavalo de Lata”.

Fonte: Cidade Verde

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