Porcos eram submetidos à extrema crueldade em fazenda

Porcos eram submetidos à extrema crueldade em fazenda

Dois porcos mastigam um companheiro morto em imagens doentias que retratam a extrema crueldade da indústria agropecuária na Grã-Bretanha

Os porcos em desespero, destinados a mesas de jantar em todo o país, veem uns aos outros em celeiros escuros e se alimentam dos cadáveres. É uma cena terrível, mas há fatos muito piores.

Foto flagra canibalismo entre porcos

Ativistas do grupo de proteção animal VIVA encontraram outro porco em estado de apodrecimento e com uma gigantesca ferida sendo devorado por um dos 15 mil porcos explorados em uma fazenda de Brian Hobill.

Os crânios de mais dois porcos, um osso do maxilar e uma perna que foram devorados no mesmo local denunciam o estado de miséria dos animais abusados e mortos.

Mais de 30 cadáveres de leitões cobertos de moscas também podem ser vistos na filmagem realizada em Hogwood Farm, perto de Stratford.

Os animais doentes, que devem ficar isolados, para evitar a propagação da doença, estão caídos em uma passagem estreita. Quase todos estão cobertos pelos próprios excrementos e muitos possuem cicatrizes.

A fundadora da VIVA, Juliet Gellatley, descobriu o que descreveu como uma “visão do inferno” após uma denúncia de um ex-funcionário do local, conforme mostra a reportagem do Mirror.

Animais vivem entre cadáveres na fazenda

“A Hogwood esconde um catálogo de dor e sofrimento, algumas das piores condições que vimos. Nossa filmagem mostra caixas de partos cruéis, que prendem a porca grávida em um recinto de metal quando ela poderia caminhar sobre um campo para construir um ninho de galhos para seus leitões”, disse Juliet, cuja equipe realizou a investigação secreta.

“As outras celas estão superlotadas e os porcos exibem sinais de estresse. Eles estão confinados com porcos mortos e extremamente doentes, despejados em passarelas sem acesso a alimentos ou à água. Outros estavam morrendo em um galpão imundo coberto de teias de aranha”, adicionou.

Segundo ela, uma das cenas mais perturbadoras foi a dos animais comendo os corpos dos outros.

“O canibalismo não é um comportamento natural para os porcos e é gerado por este ambiente sombrio. No mesmo recinto, há dois crânios, um maxilar e uma perna, presumivelmente de porcos que foram deixados para apodrecer”, destacou.

“O saneamento básico está longe ocorrer. As calhas de água são sujas e, em todas as áreas, os porcos estão cobertos pelos próprios excrementos”, acrescentou.

A ativista contou que, do lado externo de um dos galpões, existe um grande carrinho com mais de 30 porcos mortos, em diferentes estados de decadência. Isso expõe a alta taxa de mortalidade do estabelecimento.

Porcos são abarrotados em galpão

Os porcos estavam amontoados em uma unidade industrial imunda e nociva.

“Muitos estavam cobertos de lacerações e todos estavam imundos. Em outro galpão, os porcos eram mantidos em grupos em celas de concreto com passarelas de madeira.  Sem palha, sem roupa de cama, apenas rígidos, pisos imundos, paredes de concreto e uma vida repleta de tédio, frustração e sem escapatória para aquelas mentes ativas, inteligentes e inquisitivas”, contou.

“Testemunhei uma mãe dando à luz, presa em uma caixa de metal. Este é um dispositivo legalizado, utilizado nas fazendas da Grã-Bretanha. A Hogwood Farm tipifica crueldade institucionalizada em larga escala”, observou.

O especialista em bem-estar animal Andrew Knight, da Universidade de Winchester, disse que as condições eram tão ruins que as enfermidades dos porcos poderiam ser transmitidas para os humanos.

“Eles são um lembrete chocante de como a agropecuária pode ser ruim. Higiene extremamente pobre, celas imundas e em ruínas e pisos encharcados. O despejo de leitões mortos e infestados por larvas em um carrinho de mão aberto e o confinamento de porcas sem água limpa”, afirmou.

Condições básicas de saneamento não são cumpridas

“Houve uma perturbadora ausência de cuidados com  os animais doentes e à beira da morte  e os porcos mortos nas celas não foram removidos. Inúmeras áreas ficaram encharcadas ou cobertas de fezes e imundície”, completou.

O especialista disse que os pisos e as paredes estavam cobertos de lama e fezes. O vídeo mostra um grande número de porcos abarrotados em galpões estéreis.

“A falta de espaço limita severamente as atividades naturais e restringe a capacidade dos porcos de fugir de outros agressivos – como evidenciado pelas feridas do flanco visíveis em alguns porcos, que normalmente são provocadas pelos ataques. Despejar porcos claramente doentes com outros em uma passarela indica uma negligência grosseira e falta de cuidados veterinários”, concluiu.

Fonte: Anda

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