O “couro ecológico” não é ecológico

O “couro ecológico” não é ecológico

Hoje em dia, se fala muito em “couro ecológico” não sintético como uma alternativa sustentável e consciente, já que o processo de produção desse material, diferente da tradicional indústria de couro, envolve o uso de produtos químicos menos agressivos, além de demandar menor quantidade de água e energia elétrica. Tudo isso fortalece uma propaganda que faz com que o consumidor se sinta como se estivesse fazendo um bem, contribuindo com o meio ambiente, ao comprar esse tipo de produto.

Porém, o “couro ecológico” também é de origem animal, e todo o processo até a retirada do couro é praticamente o mesmo de uma indústria convencional. Sim, seres que vivia como nós, têm suas peles arrancadas, e, dependendo da espécie animal, somente para atender a demanda da indústria de vestuário e acessórios. Até porque nem todos os animais são relevantes para a indústria alimentícia.

Defensores do “couro ecológico” não sintético, dizem que ele é amigo da sustentabilidade, já que não é curtido, por exemplo, com metais pesados como o cromo, que é extremamente poluente. Contudo, pensando somente por esse lado, incorremos no erro de ignorar fatos importantes. Também há impacto ambiental na criação de animais explorados com essa finalidade, já que eles demandam área, água e precisam ser alimentados.

Produzindo esse “couro ecológico” também incentivamos a morte de animais por um capricho, por um desnecessário apego estético. Além disso, há muitas opções de couro sintético a partir das mais diferentes matérias-primas, inclusive derivado de resíduos do vinho.

Alguém pode alegar que não é a mesma coisa. Independente da veracidade disso, não seria um prazer mórbido ter a oportunidade de não usar algo proveniente do cadáver de um animal e ainda assim insistir em fazê-lo? Sabendo que quando compramos couro, seja tradicional ou “ecológico”, também financiamos a morte de animais.

Mesmo quando o couro é apenas um subproduto, ele estimula diversas cadeias industriais que envolvem a exploração animal, até porque quanto maior as possibilidades de lucro, maiores são os níveis de exploração de uma espécie. Sendo assim, mesmo quem não come carne, por exemplo, mas não abre mão do uso de couro de boi, seja “ecológico” ou não, também financia privação, sofrimento e a morte não natural de animais nos matadouros.

Fonte: David Arioch

Chimpanzés e gorilas africanos são massacrados pelo comércio da carne

Chimpanzés e gorilas africanos são massacrados pelo comércio da carne

Um pequeno chimpanzé estava à venda perto de Aketi, uma cidade na República Democrática do Congo. O vendedor era um policial que havia pego o bebê do SIFORCO, uma enorme concessão madeireira

Laura Darby, uma pesquisadora norte-americana de primatas que trabalhava na área, foi investigar o caso. O oficial perguntou quanto ela pagaria pelo animal. Ela explicou que manter os chimpanzés era ilegal e que iria procurar um dos dois santuários de chimpanzés do país.

No dia seguinte, seus colegas, Djodjo e Richard, foram buscar o órfão. Eles retornaram rapidamente e em estado de choque. “Ele nos disse que o comeu”, revelou Richard.

Depois disso, eles foram chamados para a delegacia de polícia. O bebê chimpanzé estava vivo ali, gritando, amarrado à porta da prisão.O tenente da estação desmascarou a mentira sobre sua morte. Ele disse a Darby que os homens que  haviam “salvo” o chimpanzé gastaram dinheiro em gás e comida e ela deveria remunerá-los.

No total, Darby e sua equipe encontraram 44 chimpanzés órfãos durante um estudos sobre primatas realizado por um ano em 2009, mas houve apenas uma prisão.

As mães dos órfãos provavelmente haviam sido mortas pelo comércio da carne de caça. Os pesquisadores localizaram os jovens chimpanzés em campos de mineração e exploração madeireira, cidades e aldeias. Todos estavam desidratados, famintos e amedrontados.

Embora não fosse sua função resgatar sobreviventes, Darby e sua equipe de pesquisa conseguiram salvar cinco chimpanzés e transportá-los para o Centro de Reabilitação de Primatas de Lwiro, em Bukavu, no Leste do país.

Para cada filhote traficado ou salvo, muitos membros do grupo original de chimpanzés selvagens foram mortos e provavelmente vendidos como carne de caça, explica Doug Cress, antigo coordenador da UN Great Reses Survival Partnership (GRASP), um consórcio baseado na ONU, para o qual Darby trabalha hoje.

“Toda vez que você resgata um chimpanzé, pode pensar em cerca de 10. Isso dá uma sensação de destruição”, diz ele. Usando essas estimativas, isso significa que, para os 44 órfãos identificados pela equipe de Darby, cerca de 440 chimpanzés foram mortos e consumidos. “Descrevemos isso como um genocídio de chimpanzés”, lembra ela.

Um declínio veloz

A caça para abastecer o comércio da carne representa a maior ameaça à sobrevivência dos cinco grandes primatas da África.

O desaparecimento dos animais foi rápido. Na virada do século 20, aproximadamente um milhão de chimpanzés viviam na natureza. Desde então, dois terços foram dizimados: restam cerca de 340 mil, de acordo com o Instituto Jane Goodall.

Isso ocorre apesar de todos os grandes primatas africanos serem protegidos pelas leis nacionais e internacionais em todos os países em que vivem, o que torna ilegal assassiná-los, capturá-los ou vender grandes primatas vivos ou as partes dos seus corpos.

Há uma série de outras razões para o declínio dos animais, incluindo a perda de habitat devido ao desmatamento e à agricultura industrial. Alguns primatas são capturados para o comércio de animais ou para serem vendidos a locais turísticos no Oriente Médio, na China e no Sudeste Asiático. Outros são mortos pela medicina tradicional ou como “amuletos mágicos”.

Carne de caça

Durante milênios, a carne de animais selvagens foi considerada uma fonte valiosa de proteínas para as pessoas que vivem em florestas em toda África equatorial. Existe a tradição de consumir grandes primatas na África Central e Ocidental. Já isso não ocorre na Tanzânia, Uganda e em outras partes da África Oriental.

Em mais de 300 entrevistas sobre hábitos alimentares conduzidas no Norte do centro do Congo, Darby descobriu que, embora a maioria das pessoas consuma macacos, certos grupos possuem proibições.

Existem alguns grandes mercados que comercializam carne de primatas. Servir certas “iguarias” – incluindo macacos – em jantares, banquetes e outros encontros formais é sinônimo de prestígio entre a elite rica do continente. Como resultado, há altos incentivos financeiros para caçadores, segundo informações da reportagem do Mongabay.

Há também uma pequena demanda por medicamentos tradicionais. Associa-se o consumo de partes de macacos à virilidade. As mãos, os pés e as cabeças dos animais são usados pela magia negra – compradas pelos feiticeiros, especialmente nos Camarões, no Senegal e na Guiné.

 Grupo de chimpanzés em Uganda

Exploração madeireira industrial e mineração alimentam o comércio da carne 

Na década de 1980, os primatas e outros animais selvagens começaram a desaparecer em um ritmo alarmante das florestas da África Central e Ocidental. Em 1989, o fotojornalista Karl Amman e o biólogo Ian Redmond investigaram de maneira independente esse cenário e descobriram um mercado para as carnes das espécies selvagens que coincidia com a disseminação da exploração madeireira industrial e da mineração.

As grandes concessões madeireiras ofereciam empregos e as pessoas iam até a floresta. Na República Democrática do Congo, o ouro, diamantes e coltan (utilizados em dispositivos eletrônicos) atraíram empresas, mineiros, militares corruptos, funcionários governamentais e integrantes de mais de 70 milícias; todos queriam lucrar com as riquezas minerais.

Essas forças de trabalho precisavam ser alimentadas e procuraram as carnes dos primatas, explica Marc Fourrier, diretor de proteção de espécies do Instituto Jane Goodall.

Isso gerou um comércio crescente e indiscriminado da carne de caça e caçadores viviam em aldeias próximas aos animais. Eles mataram um grande número de animais, incluindo macacos e outras espécies ameaçadas de extinção sob a justificativa de alimentar madeireiros.

Campos de matança da África

A UICN observa que as facções rebeldes e soldados mal pagos do governo aumentam a demanda – e também facilitam o fluxo de armas, munições, carnes traficadas e animais vivos que agravam o problema da caça.

Os caçadores, às vezes auxiliados por militares e oficiais locais, agem ativamente até mesmo em parques nacionais e lugares do Patrimônio Mundial, e são uma ameaça em particular aos bonobos, aos gorilas do Grauer e aos gorilas Cross River.

Os animais não são as únicas espécies em risco: proteger a vida selvagem tornou-se um trabalho extremamente perigoso. Em todo o mundo, entre dois e três guardas-florestais morrem a cada semana, sendo que mais de mil foram assassinados na última década, informa a Thin Green Line Foundation.

Muitos morrem ao protegerem os animais, incluindo macacos. Três guardas que atuavam em parques foram baleados por caçadores nos últimos meses. No dia 5 de Maio, criminosos cercaram um comboio com guardas-florestais, matando um e sequestrando dois deles na Reserva Itbelwe do Congo. Em Abril, dois guardas foram assassinados no Garamba National Park.

Novos mercados

A demanda por carne de caça continua crescendo e mudando, explica Wilkie do WCS, devido ao aumento da população humana e das mudanças demográficas que criaram novos mercados para a carne de animais silvestres.

Em 1980, a África tinha 477 milhões de pessoas, hoje, há 1,2 bilhões e o crescimento da população irá acelerar rapidamente, de acordo com a ONU. Além disso, nas últimas três décadas, conflitos civis e oportunidades urbanas resultaram em um êxodo em massa das áreas rurais para os centros populacionais africanos.

Atualmente, a caça é um negócio de alto volume que abastece cidades que se expandem rapidamente – um comércio facilitado por armas de fogo modernas, celulares, uma vasta rede de estradas de madeira e transporte de baixo custo, incluindo motocicletas econômicas.

Gorila morto por caçadores

“Os pontos comerciais da carne de caça existem em quase todas as cidades e vilas em toda a África Ocidental e Central”, diz John Fa, professor de biodiversidade da Manchester Metropolitan University, no Reino Unido.

Mais de 22 mil primatas foram mortos ou capturados entre 2005 e 2011, de acordo com o GRASP da ONU. Mas a estimativa precisa de quantos foram consumidos é impossível devido ao que Darby descreve como “ausência de dados”.

Uma vez que um macaco é morto, muitas vezes é retalhado e comido no local – ou transportado para mercados. As informações existentes são difíceis de interpretar: a carne de caça é geralmente reportada em partes, às vezes em quilos, mas raramente por espécies, pois é difícil identificar a origem da carne carbonizada dos animais.

Embora testes de DNA sejam baratos, eles raramente estão disponível nos locais onde são encontradas as carnes, que geralmente são descartadas rapidamente para prevenir doenças. Até mesmo uma perda de 1% poderia ser suficiente para dizimar os primatas. Isso ocorre porque eles se reproduzem em um ritmo lento.

Se um chimpanzé adulto é morto, são necessários mais de 12 anos para substituí-lo como um membro da família ativo. A maioria das fêmeas não tem mais do que seis filhotes durante toda a vida. Os gorilas fêmeas têm apenas de dois a seis bebês durante uma vida útil de 40 anos.

Salvando bebês

Existem vários centros de resgate de chimpanzés na África, incluindo o Centro de Reabilitação de Chimpanzés Tchimpounga do Instituto Jane Goodall (JGI), que cuida de cerca de 160 órfãos.

Um novo santuário de chimpanzés da Humane Society na Libéria já está quase com a capacidade máximo. Os cinco chimpanzés que Darby enviou ao Centro de Reabilitação de Primatas de Lwiro fazem parte de uma comunidade de 73 chimpanzés, o único santuário para os animais no Congo.

Todos os animais resgatados perderam suas mães e famílias. Alguns foram vítimas, ainda jovens, do comércio de animais e da indústria de entretenimento e depois resgatados. Em 2016, ocorreu o maior fluxo no Lwiro desde que o santuário abriu em 2002, com 10 novos animais. Até agora, neste ano, houve cinco recém-chegados.

“Não sabemos por que estamos recebendo tantos”, diz Itsaso Velez del Burgo integrante do local.

Talvez o santuário tenha se tornado mais conhecido ou a caça tenha aumentado. Entretanto, a instalação opera em sua capacidade máxima, tanto em termos de espaço quanto de orçamento: os custos operacionais são de US$ 12 mil mensais.

Fonte: Anda

Projeto de lei quer proibir rojões barulhentos em todo o Estado

Projeto de lei quer proibir rojões barulhentos em todo o Estado

Em caso de descumprimento, o infrator ficará sujeito a multa de R$ 125 mil

Um projeto de lei que tramita na Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo (Alesp) prevê a proibição da utilização, queima e soltura de fogos de artifício ruidosos em todo o Estado.

Em caso de descumprimento, o infrator ficará sujeito a multa de R$ 125 mil – se for pessoa jurídica, o valor sobe para R$ 250 mil. O valor é dobrado se houver reincidência.

Entre as cidades da Baixada Santista, São Vicente proibiu a venda de fogos com barulho, sob pena de multa de R$ 400. Em Santos, a proibição virou motivo de batalha judicial entre a Prefeitura e a Associação Brasileira de Pirotecnica (Assobrapi), que conseguiu liminar suspendendo a proibição.

A justificativa da autora do projeto, deputada Maria Lúcia Amary (PSDB), é de “preservar a saúde física e psíquica de pessoas e animais”. Segundo ela, “os fogos de artifício silenciosos permitem espetáculos tão belos quanto os tradicionais e são muito menos nocivos”.

De acordo com o texto, os fogos de artifício com estampido provocam “transtornos irreparáveis a convalescentes, cardíacos, autistas, pessoas com deficiência, idosos e crianças”.

A parlamentar destaca também que os estrondos dos fogos de artifícios causam medo e pânico em animais, podendo levá-los à morte.

“Assim como a Constituição Federal garante ao cidadão o acesso à saúde, também determina ao Estado o dever de proteger a flora e a fauna. Sendo assim, o Estado está obrigado a criar mecanismos de prevenção para zelar pelo bem-estar da sociedade e dos animais”, justifica a deputada tucana.

A proposta – apresentada em março deste ano – foi anexada a um projeto de lei semelhante, de 2015, do deputado Jooji Hato (PMDB).

Fonte: A Tribuna

Ovelhas grávidas são mutiladas na indústria da lã

Ovelhas grávidas são mutiladas na indústria da lã

Uma investigação da PETA, divulgada no último dia 12 (quarta-feira), mostra cenas de crueldade com ovelhas grávidas na indústria da lã, em uma fazenda de Utah (EUA).

As câmeras registraram as ovelhas grávidas sendo tosadas violentamente pelos funcionários, ao ponto da pele sangrar. Elas também recebem chicotadas, antes de serem deixadas no deserto para terem seus filhos, que atinge temperaturas congelantes na madrugada.

De acordo com a “Patagonia”, empresa norte-americana que compra lã do fornecedor investigado, as ovelhas seriam “tratadas com responsabilidade” e teriam acesso adequado a abrigo. Em 2015, a PETA já havia flagrado maus-tratos em outra fazenda da companhia, que, na ocasião, se comprometeu a buscar um “padrão elevado de bem-estar animal”.

Atenção: o conteúdo abaixo é gráfico. Recomenda-se discrição do internauta.

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Angelina Jolie financia novo santuário para elefantes e rinocerontes na Namíbia

Angelina Jolie financia novo santuário para elefantes e rinocerontes na Namíbia

Angelina Jolie e seus filhos participaram da abertura do Shiloh Wildlife Sanctuary na Namíbia: um refúgio especial para rinocerontes e elefantes vítimas de caçadores

O santuário recebeu o nome de Shiloh Jolie-Pitt, de 11 anos, que nasceu no país em 2006.

Financiado pela Jolie-Pitt Foundation,  o santuário foi criado por meio da uma colaboração com da N/a’an ku sê Foundation e do Ministério do Meio Ambiente e Turismo da Namíbia e visa  cuidar de animais feridos que foram abusados ou vítimas da caça.

Os animais encaminhados para o local serão supervisionados até que estejam saudáveis o suficiente para retornar à natureza.

De acordo com o site da N/a’an ku sê Foundation, a nova instalação localizada em sua propriedade está equipada com recintos, caminhões, caixas e equipamentos veterinários e dispõe de e um veterinário em tempo integral.

A N/a’an ku sê Foundation sê foi criada em 2006 para proteger a terra, as culturas e a vida selvagem da Namíbia, além de resgatar espécies ameaçadas restritas a um habitat cada vez menor e prejudicadas pelos seres humanos, segundo o World Animal News.

Jolie é amiga dos cofundadores da organização, Rudie e Marlice Van Vuuren, há quase duas décadas.

O Shiloh Wildlife Sanctuary é o último de muitos projetos do grupo que receberam o financiamento da Jolie-Pitt Foundation ao longo dos anos.

“Estamos muito satisfeitos em receber uma doação generosa e esperamos que Shiloh cresça com uma compreensão profunda do país de seu nascimento. Muito obrigado pela sua generosidade em ajudar nossos projetos a desenvolver e oferecer muito mais para os animais e as pessoas aqui “, observou a organização em seu site.

A fundação também informou que, durante a visita, Angelina teve uma reunião com Sua Excelência Hage Geingob, Madame Monica Geingos e Rudie van Vuuren, da N / a’an ku sê, para falar sobre o santuário e outros projetos de interesse nacional.

Fonte: Anda

Milhões de animais geneticamente modificados são mortos em laboratórios

Milhões de animais geneticamente modificados são mortos em laboratórios

Milhões de animais geneticamente modificados têm sido criados simplesmente para ficar à espera da morte em laboratórios sombrios no Reino Unido

Os cientistas costumam abusar de animais geneticamente modificados para testar drogas para determinadas doenças e, deliberadamente, criar animais doentes com genes mutantes.

Para garantir animais com a mutação considerada correta para os experimentos, os cientistas tendem a reproduzir animais constantemente – mesmo quando os procedimentos não consideram a extrema crueldade necessária.

Se os pesquisadores sabem que usarão sete animais no final do ano, eles farão isso regularmente. Aqueles que não são torturados nos testes serão mortos.

Os camundongos são os animais mais usados em testes, mas houve um aumento na utilização de cães na Grã-Bretanha, conforme mostram os últimos registros.

A Humane Society International alertou que os animais “excedentes” de programas de reprodução contínua não são usados para testes específicos ou pesquisas, “mas simplesmente são criados, enjaulados e mortos. Eles muitas vezes vivem em condições muito anormais e verão uma quantidade de luz artificial diariamente”, acrescentou a organização de proteção animal”, disse o grupo.

Sofrimento de camundongo em laboratório

“Muitas vezes, os animais ficarão estressados nessas condições e você observa  mães comendo seus próprios bebês porque é tão antinatural”, afirmou Lindsay Marshall, diretora de comunicação científica da organização.

De acordo com o The Sun, algumas mutações genéticas acarretam defeitos catastróficos, como ratos que nascem com membros encurtados, sem membros ou até sem a parte frontal da cabeça.

Caso sobrevivam ao nascimento, eles podem ter defeitos de desenvolvimento significativos que prejudicam seus membros, olhos, cérebro ou pelos.

Eles são predispostos à formação de tumores e regularmente submetidos a infecções deliberadas, repetidas e, em última instância, fatais para verificar o impacto da mutação, descobriram os ativistas pelos direitos animais.

Qualquer cientista que teste em animais deve denunciar os números ao governo e o Ministério do Interior é responsável pela regulação desse setor tenebroso.

Porém, as organizações de direitos animais explicam que o governo não tem feito o suficiente para impedir o que descrevem como um ciclo de matança de raças.

Camundongo explorado em testes

“Em última análise, o melhor resultado para a ciência e para animais é que nossos esforços de pesquisa mudem para alternativas humanas de ponta. Porém, é revoltante saber que a oportunidade número um para conter o crescimento explosivo dos procedimentos em animais do Reino Unido tem sido desconsiderada ano após ano”, ressalta Troy Seidle, especialista em toxicologia da Humane Society International.

“Testemunhamos essa tendência na criação indiscriminada de animais geneticamente modificados que ocorre há mais de uma década e repetidamente pedimos que o Home Office agisse”, acrescenta.

“Entretanto, mesmo com todas as garantias do compromisso do governo do Reino Unido de reduzir o uso de animais nos laboratórios, os números continuam subindo, o que torna a estratégia atual do governo um fracasso qualificado. O Home Office possui toda a autoridade necessária para exigir que as universidades e outras instituições adotem estratégias mais eficientes, tudo o que falta é motivação para agir”, concluiu Seidle.

Fonte: Anda

Temer envia projeto de lei que reduz área protegida na Amazônia e foi criticado por Gisele Bündchen

Temer envia projeto de lei que reduz área protegida na Amazônia e foi criticado por Gisele Bündchen

Proposta é remetida à Câmara menos de um mês após presidente vetar MPs sobre mesmo assunto; redução foi criticada pelo governo da Noruega e Gisele Bündchen.

Ambientalistas acusam presidente de trocar área por votos dos ruralistas para se manter no cargo

Pouco menos de um mês após o presidente Michel Temer (PMDB) vetar a polêmica Medida Provisória 756, que reduzia a Floresta Nacional de Jamanxim, no Pará – e uma semana depois de oito viaturas do Ibama terem sido queimadas na BR-163, próximo à região -, o governo cedeu à pressão de ruralistas e enviou na noite desta quinta-feira ao Congresso um projeto de lei propondo uma diminuição da proteção da floresta.

O novo texto prevê uma mudança nos limites da Floresta Nacional, levando a uma redução de 349.046 hectares (equivalente a duas vezes à área da cidade de São Paulo). Esse território será transformado em Área de Proteção Ambiental (APA), o nível menos restritivo de unidade de conservação. A floresta passa a ter 953.613 hectares. É um corte menor que o proposto pela MP, de 486 mil hectares, mas maior do que dizia o texto original da MP, feito pelo governo, que falava em 304 mil hectares.

Por meio de nota, o Ministério do Meio Ambiente disse que o objetivo é resolver conflitos decorrentes desde a criação da Floresta Nacional, em 2006. A justificativa também é citada no projeto de lei: “A área onde se localiza a Floresta Nacional do Jamanxim tem sido palco de recorrentes conflitos fundiários e de atividades ilegais de extração de madeira e de garimpo associados à grilagem de terra e à ausência de regramento ambiental. Com reflexos na escalada da criminalidade e da violência contra agentes públicos, sendo necessária a implantação de políticas de governo adequadas para enfrentar essas questões”.

De fato, quando a Floresta Nacional foi delimitada, havia gente morando na área que deveria ou ter sido indenizada ou ter tido sua propriedade retirada dos limites da unidade. De lá para cá, a situação só piorou e Jamanxim é a unidade de conservação onde mais cresceu a taxa de desmatamento.

Cálculos originais do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), que balizaram o texto original da Medida Provisória, porém, sugeriam que uma redução de 35 mil hectares seria o suficiente para resolver esse conflito. Para ambientalistas, a multiplicação da área por dez no projeto de lei vai regularizar grileiros que chegaram ali depois da criação da Floresta Nacional.

Na nota à imprensa, o ministério diz que o projeto de lei “faz parte de um conjunto de ações já em desenvolvimento que buscam estancar o desmatamento na região, diminuir os conflitos e promover o uso sustentável dos recursos florestais”. Afirma também que foi embasado em novos estudos do ICMBio.

“A criação da APA do Jamanxim tem por objetivo a proteção da diversidade biológica, disciplinamento do processo de ocupação da região, fomento ao manejo florestal sustentável e a conservação dos recursos hídricos. Estabelecida nas áreas de maior ocupação da Floresta Nacional do Jamanxim, a APA poderá permitir a regularização fundiária destas áreas. A área da Floresta Nacional, por sua vez, passará a atender os objetivos que motivaram sua criação, voltados para o manejo florestal sustentável, inviabilizados em função do conflito instalado”, continua a nota.

Protestos

Nas últimas duas semanas, proprietários de terra da região no entorno de Jamanxim vinham promovendo bloqueios da BR-163, que liga Cuiabá a Santarém, pedindo a apresentação do projeto de lei. A promessa tinha sido feita pelo próprio ministro do Meio Ambiente, Sarney Filho, em vídeo em que aparecia ao lado do senador Flexa Ribeiro (PSDB-PA), na véspera do veto de Temer, em 19 de junho. No vídeo, o ministro anunciava que a Medida Provisória seria vetada, mas que um projeto de lei seria enviado ao Congresso nos mesmos termos.

Dias depois, porém, ele disse que foi mal interpretado, que o projeto de lei só seria enviado após parecer técnico do ICMBio, órgão responsável por gerir as unidades de conservação federais. O recuo ocorreu na sequência do anúncio por parte da Noruega – durante visita de Temer e Sarney Filho ao país – de que iria reduzir seu financiamento ao Fundo Amazônia por conta do aumento de 60% no desmatamento da região nos últimos dois anos.

Na madrugada de sexta passada, um caminhão-cegonha com oito novas viaturas que seriam entregues ao Ibama foi incendiado na BR-163, no que foi visto como um atentado ao estado em protesto contra os vetos. Ao longo da semana, os protestos continuaram.

Na ocasião, o deputado José Benito Priante (PMDB-PA), que foi relator da MP 756 no Congresso, disse que a falta do projeto de leicausou incerteza e insatisfação na região. “Havia uma expectativa muito forte de que viria o projeto de lei com os limites para que pudéssemos votar. Mas o que chegou foi muito helicóptero e carro do Ibama na região”, afirmou na sexta-feira, dia 7.

Gisele Bündchen

Quando as MPs 756/2016 e 758/2016 – que também reduzia uma área protegida no Pará – foram editadas, o presidente Michel Temer encontrou uma oposição inusitada: a modelo Gisele Bündchen fez vários posts no Twitter pedindo o veto às iniciativas e acabou sendo atendida pelo peemedebista.

Logo após os vetos, no entanto, Gisele voltou a postar no Twitter agradecendo, mas dizendo que estava de olho no caso e já apontou o risco de a matéria voltar à pauta em forma de projeto de lei.